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Hermes Pardini - Medicina, saúde e bem-estar

Entenda melhor o que dizem os rótulos dos produtos


Fonte: Saúde Plena/Portal Uai

 

Já se pegou em frente à prateleira do supermercado tentando entender se a quantidade de sódio ou gordura do produto dita na embalagem é demais ou não para você? E quando a sua dieta restringe a ingestão de glicose, já se viu perdido entre produtos que se dizem "zero" mas não deixam claro se eles não têm açúcar ou se o "zero" é referente à pouca gordura? Rótulos e quadros nutricionais podem complicar bastante a vida do consumidor e até prejudicar dietas se eles não forem lidos com atenção. Para entender melhor algumas dessas informações, conversamos com a mestre em Nutrição pela UFMG e conselheira do Conselho Regional de Nutricionistas de Minas Gerais, Luiza Lima.

Segundo ela, a rotulagem serve como um guia e é importante que o consumidor a utilize com frequência se quiser evitar erros na alimentação. Os valores mostrados nas tabelas se referem à quantidade (em gramas) de nutrientes presente em determinada porção do produto e à percentagem que aquela porção ocupa dentro do que deve ser consumido diariamente daquele nutriente. "Em calorias, baseia-se em uma dieta de 2000 kcal por dia. Isto serve apenas como um parâmetro para o consumidor conseguir enxergar o que aquele produto representa e é comparado em percentagem", explica.

Também é fundamental ter em mente que os valores informados nesses quadros são referentes à certas quantidades do produto, e não ao pacote inteiro. Cada alimento ou bebida estipula uma porção determinada em gramas e, frequentemente, dá uma referência de quanto equivale isso. Se você for comer mais do que a porção indicada, calcule separadamente a quantidade de nutrientes que irá ingerir. "Caso o consumidor deseje saber mais sobre como utilizar a composição alimentar a seu favor, é de grande valia uma consulta ao seu nutricionista para que este faça um acompanhamento alimentar individualizado", sugere.


 

Veja algumas dicas ao que se atentar nas tabelas nutricionais:

Gorduras: Alimentos com alto teor de gordura não são considerados saudáveis, por isso devemos ficar atentos em relação a quantidade total. Dietas ricas em gorduras estão associadas a várias doenças, como diversos tipos de cânceres e doenças cardíacas. Além disso, a gordura trans está associada ao aumento do colesterol "ruim".

Sódio: O valor máximo de referência para consumo por dia é de 2400 mg . "Se o alimento ingerido possui uma grande quantidade de sódio, significa também que este não é muito saudável, pois o alto consumo está diretamente associado à hipertensão e às suas diversas complicações", afirma.

Carboidratos: O consumo diário gira em torno de 375 gramas, no entanto, a nutricionista lembra que cada pessoa tem uma necessidade individual. "Logo, uma consulta a um profissional nutricionista é o mais indicado para quem deseja acompanhar o consumo e o controle alimentar, uma vez que o que pode ser adequado para um, muitas vezes não é para outro", comenta.

Açúcares: Se você tem uma dieta com restrição de açúcar, nem sempre a quantidade indicada aqui corresponde ao açúcar industrializado. Ele pode ser também presente em ingredientes naturais. Por isso, vale prestar atenção também à lista de ingredientes. A lógica serve também para quem tem algum tipo de alergia alimentar.



A informação sobre vitaminas e sais minerais não é obrigatória. "Mas, quando presentes, essas informações servem como um parâmetro para estimarmos o consumo diário e um possível benefício do consumo daquele produto em especial", diz Luiza.

Zero, diet ou light?

Restrição alimentar é um assunto sério e quem tem que conviver com esse problema sabe bem do tamanho da dificuldade que é desvendar rótulos. O dever dos fabricantes, estabelecido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é sempre que adotar as expressões "zero", "livre" e "isento de" não conter parte alguma do nutriente específico. Já termos como "baixo teor" e "pobre" literalmente representam quantidade inferior.

Apesar de comumente difundidos, a nutricionista comenta que os termos diet e light são geralmente confundidos pelos consumidores. "Os produtos diet possuem uma restrição absoluta de determinado nutriente, como o açúcar por exemplo. Já os produtos light são aqueles que possuem uma redução de pelo menos 25% de determinado nutriente especificado em sua composição", explica. Ou seja, se você for comprar algum produto para um diabético, exceto quando a embalagem deixa claro "sem adição de açúcares", light nunca pode ser uma opção válida.

 

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