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Hermes Pardini - Medicina, saúde e bem-estar

Como evitar que as férias sejam interrompidas por problemas de saúde



As férias escolares de janeiro movimentam os roteiros turísticos, dentro e fora do país. Mas antes de colocar o pé na estrada é fundamental que o viajante procure o médico para avaliar as suas condições de saúde. Exames de rotina precisam ser realizados e o cartão de vacinas deve estar atualizado de acordo com o destino. Além disso, é necessário ter cuidado com a alimentação para evitar infecções tóxico-alimentares. 

A Dra. Mariane Tarabal, médica coordenadora do check-up do Hermes Pardini, fala sobre como evitar que as férias sejam interrompidas por problemas de saúde.

1) Antes de viajar, é essencial que o viajante procure o médico para avaliar as suas condições de saúde. É importante lembrar que quando viajamos estamos, em grande maioria, indo para destinos que fogem da nossa rotina, com cultura, alimentação e clima diferentes. A consulta médica antes de viajar é a garantia de que a pessoa está viajando em boas condições de saúde e com as recomendações médicas adequadas no caso da identificação de algum risco

2) Medidas como realizar exames de rotina, atualizar o cartão de vacinas, levar medicações e receitas são importantes para evitar situações desagradáveis durante a viagem.

3) Os exames recomendados antes de viajar são procedimentos simples e de rotina, mas que podem prevenir a ocorrência de situações desagradáveis. Exames como de fezes, urina e sangue, por exemplo, são essenciais. Além disso, de acordo com a situação de saúde do paciente, alguns exames de imagem podem ser importantes, como radiografia e ultrassom.

4) Nos casos de pacientes crônicos como diabéticos, obesos, hipertensos e cardiopatas, são necessários cuidados e orientações específicas antes da viagem. As medicações já utilizadas pelos pacientes devem ser mantidas durante a estadia fora e é importantíssimo que ele leve a receita médica.

5) É preciso também verificar as vacinas que são obrigatórias, de acordo com os locais a serem visitados. Atualmente as pessoas circulam entre regiões, países e continentes com muita facilidade. Não estando vacinados os turistas acabam sendo uma porta de entrada para os vírus nos países. Com isso, temos visto o retorno de algumas doenças que já estavam controladas, como o Sarampo, Caxumba, Coqueluche, e a entrada de novos agentes infecciosos como o Zika e o Chikungunya.

6) Vacinas básicas do calendário de vacinação como Sarampo, Caxumba e Rubéola (Tríplice viral), Difteria, Tétano e Coqueluche (DTP), Poliomielite, Hepatite A, Hepatite B e as Meningites B e ACWY devem estar em dia de acordo com a recomendação para a idade. Existem ainda vacinas recomendadas para regiões específicas, devido ao risco de contaminação para o viajante ou risco de o mesmo levar a doença para o destino, como as vacinas Febre Tifóide, Cólera, Encefalite Japonesa e Raiva.

7) Para alguns destinos internacionais é obrigatório que o viajante apresente o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP), documento que comprova a vacinação contra Febre Amarela.  O CIVP é exigido para entrada em alguns países como a África, Ásia e América Central. A forma de se informar sobre a exigência da vacina é diretamente nas embaixadas ou no site da Organização Mundial de Saúde. A vacinação para Febre Amarela pode ser feita nos postos de saúde ou em clínicas de vacinação autorizadas pela ANVISA para emitir o certificado.

8) Alguns países exigem a comprovação em determinada época e determinada região, como a vacina Meningocócica ACWY para peregrinos que partem para Meca na Arábia Saudita no Hajj. A vacinação para Meningite ACWY somente é realizada nas clínicas privadas. Além de estar com o cartão de vacinas em dia, é importante que a pessoa se informe sobre alertas sanitários nas regiões a serem visitadas.

9) A alimentação também é outro ponto que merece atenção do viajante. É sempre importante que a pessoa pesquise os hábitos alimentares dos destinos para que possa antecipar-se sobre a cultura alimentar local e se programar.

10) É fundamental evitar, principalmente, alimentos que apresentam risco maior de contaminação/intoxicação, para não estragar o passeio. A toxiinfecção se manifesta, geralmente, entre o período de 1h e 36hs após a ingestão de alimentos contaminados por bactérias, fungos, vírus e toxinas. Já os sintomas podem durar até sete dias.
 
11) O importante é que os alimentos ingeridos sejam avaliados, no que diz respeito ao local onde é comprado, aparência, cheiro e composição. Evitem comprar alimentos fora das embalagens originais, em estradas, barracas e outros locais que apresentem desconfiança. Cuidado com os alimentos que exigem refrigeração. Procure sempre os locais apropriados.
 
Dicas para uma alimentação segura:

- Cuidado com os alimentos vendidos por ambulantes: poluição, insetos, condição da água para preparo de alimentos e ausência de água para lavagem de mãos e utensílios podem ser causas de uma toxiinfecção;

- Verifique se os alimentos que necessitam de refrigeração como frios, iogurtes, produtos de confeitaria entre outros se encontram de fato refrigerados;

- Prefira comprar alimentos que venham em suas embalagens originais ao invés de alimentos vendidos a granel. Verifique sempre a data de validade dos produtos antes de consumi-los;

- Pratique escolhas conscientes com relação a local, limpeza e higiene. Pessoas que trabalham na produção dos alimentos devem estar bem uniformizadas, com toucas ou protetores de cabelos, sem adornos, e não devem manipular alimentos e dinheiro.
- Caso o restaurante não inspire muita confiança e não haja alternativa, evite pratos que apresentem perigo de provocar intoxicação, como os que contêm ovos, maionese e cremes, as carnes mal passadas, os crustáceos (camarão, siri) e as saladas cruas.

 

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